O Peregrino

Leitura do Momento: O Homem e seus símbolos (C. J. Jung)

Diário de um banana: maré de azar. Jeff Kinney, São Paulo, SP: Vergara & Riba Editoras, 2014
Estou lendo pela segunda vez o “diário de um banana" para meus filhos. Muito hilário! Me divirto tanto quanto rss.

O que marcou esta eleição foi mesmo a desconstrução da imagem de Marina Silva pelo marketing agressivo do PT. Esse marketing atingiu em cheio a parcela volúvel do eleitorado. São os indecisos, os neutros, sujeitos a mudar de voto. Depois da morte de Eduardo Campos, esse eleitorado se voltou para Marina. Quando os ataques petistas, que miravam sobretudo a credibilidade da ex-senadora, se avolumaram, o grupo se dividiu e migrou para Aécio e para a própria Dilma. Mas este é o fato curioso: o marketing do PT beneficiou sobretudo o candidato tucano, pois devolveu-lhe os eleitores que haviam aderido momentaneamente a Marina, por achar que estavam com ela as chances de vencer o PT. Observemos que, descontados os volúveis, o eleitorado de Marina se manteve o mesmo de 2010. Esse eleitorado esposa uma combinação de valores que os cientistas políticos tem chamado de “pós materialistas”. São jovens preocupados com o meio ambiente, com novos padrões de consumo e que estão em crise com a representação política. Causa perplexidade ao eleitor de Marina, por exemplo, o modelo de coalizão no Brasil, que permite que partidos de extrema direita e de extrema esquerda se aliem sem nenhum receio. É um eleitor que não vota olhando o próprio bolso. Ele está insatisfeito com os serviços públicos, o modelo político e sua representação. Ele personifica um mal estar institucional muito evidente nos protestos do ano passado.

Sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.

Existem momentos na vida da gente, em que as palavras perdem o sentido ou parecem inúteis, e, por mais que a gente pense numa forma de empregá-las elas parecem não servir. Então a gente não diz, apenas sente.

O conhecimento é uma forma de apropriação: o conhecimento filosófico apropria a pessoa da sua natureza reflexiva, o conhecimento artístico apropria-a da harmonia, o conhecimento científico apropria-a do seu lugar no mundo natural. Tudo isto fomos construindo através do tempo e jogando com ele: porque observar, inventariar, relacionar, hipotetizar, testar, infirmar ou confirmar, reiniciar o processo a ver se o seu produto não foi obra do erro ou do acaso, variá-lo depois em múltiplas direções alargando domínios - tudo isto leva tempo, muito tempo. E aprender a pensar criticamente a partir da informação gerada leva também tempo - pensar é esse paradoxo de ser a coisa mais rápida e a coisa mais lenta.

Todos vêem o que pareces, poucos percebem o que és.

Mas a ambição do homem é tão grande que, para satisfazer uma vontade presente, não pensa no mal que daí a algum tempo pode resultar dela.

Brasil…
Mastigado na gostosura quente do amendoim…
Falado numa língua curumim
De palavras incertas num remeleixo
melado melancólico…
Saem lentas frescas trituradas
Pelos meus dentes bons…
Molham meus beiços que dão beijos
Alastrados

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